Mãe bate em filho que roubou celular e Conselho Tutelar pede a sua prisão por maus tratos

  



Não deve ter coisa mais triste no mundo para uma mãe do que descobrir por ela mesma ou por terceiros que seus filhos entraram para o mundo da criminalidade. O desespero toma conta de um jeito que muitas vezes essas mães não se seguram e batem em seus filhos. Para a sociedade isso é justificável? Bom, as opiniões são divergentes, isso, todos nós sabemos, mas aos olhos do Conselho Tutelar nada justifica agredir um menor de idade. Isso gera punições severas e quase sempre a coisa pode ficar muito feia para o agressor, mesmo sendo a própria mãe.
Assim que chegou em casa, Dona Maria de Lourdes, que é residente numa cidade do Maranhão e mãe de um adolescente de apenas treze anos, viu que o filho estava com um celular muito bonito. Logo ela estranhou e ao perguntar sobre a origem do aparelho, o filho falou que tinha encontrado o celular, sem dizer o local.
Só que pouco tempo depois, no mesmo dia, bateu à sua porta um vizinho falando bastante nervoso que o celular havia sido roubado por seu filho. Claro que ao presenciar tal fato, Dona Maria de Lourdes perdeu a compostura, correu atrás do filho e bateu nele com um cinto, querendo com isso, que ele aprendesse a lição e nunca mais pegasse nada que não o pertencesse.
Mas mesmo com a devolução do celular e o problema tendo sido parcialmente resolvido naquele momento, o Conselho Tutelar foi notificado sobre toda a história. Resultado? A mãe do adolescente foi denunciada e foi pedida a sua prisão. Ela responderá por um processo por agressão e está aguardando a decisão da justiça sobre o pedido de prisão preventiva.
Dona Maria de Lourdes explicou na delegacia o que aconteceu e acabou confessando que tinha agredido o filho, alegando que ficou fora de si e que não quer que o filho caia de vez no mundo do crime e acabe numa cela de prisão, ou no mínimo, seja espancado pelas pessoas na rua, já que a sociedade já não aguenta mais tanta violência, insegurança e desrespeito ao cidadão de bem.