Fuzileiros navais farão varredura em presídios como na Olimpíada



Um decreto assinado por Temer autoriza que os militares poderão atuar pelos próximos 12 meses na inspeção e varredura de presídios, desde que haja solicitação dos governadores.

Mais cedo, o presidente afirmou que decidiu autorizar o envio das Forças Armadas para os estados porque o país vive um "drama infernal" nas penitenciárias.



"Pela primeira vez, um drama infernal que ocorre hoje nas penitenciárias do país [...] Nós tivemos um diálogo muito produtivo com setores de Defesa, Forças Armadas, e as Forças Armadas se dispuseram a fazer as inspeções nos presídios, porque elas têm uma grande credibilidade, em primeiro lugar. E em segundo lugar uma grande autoridade", afirmou, mais cedo, o presidente.

Na reunião com os governadores, Temer voltou a defender a construção de novos presídios e citou o "tormentoso drama" diante da crise carcerária.

"A ideia trocada com o ministro da Justiça é que se faça [a construção de novos presídios] por módulos, que já foi até aplicado, devo dizer, no Espírito Santo, com sucesso. Queremos mais de 25 presídios em oito, nove meses", declarou.


Também nesta quarta, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, apresentou explicações sobre como serão as operações das Forças Armadas nos presídios. Assim como Temer, ele ressaltou que não haverá contato com os presos.

O ministro disse que, inicialmente, o governo prevê a mobilização de mil homens. No entanto, ele disse que esse número pode aumentar dependendo da demanda dos governadores.




Jungmann disse que, até o momento, nenhum governador pediu o auxílio das Forças Armadas nos presídios. No entanto, o ministro acredita que os primeiros pedidos possam ocorrer ainda nesta quarta-feira, durante a reunião entre Temer e os governadores.

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