Detentos pedalam na prisão para gerar luz e reduzir a pena. Boa ideia?

Foto: Divulgação
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Desde o mês passado, as pedaladas de detentos do presídio de Santa Rita do Sapucaí (distante 418 km de Belo Horizonte) , em Minas Gerais, ajudam a iluminar uma avenida usada pela população para caminhadas e a reduzir a pena dos presos. Atualmente oito detentos se revezam em quatro bicicletas estáticas instaladas no pátio do presídio. Para cada 16 horas pedaladas, abatem um dia de pena. Cada detento pedala cerca de seis horas por dia.
A iniciativa do projeto é do juiz José Henrique Mallmann, para quem a medida evita o ócio, trabalha o corpo e agrada aos presos. “Já tem fila de espera”, disse Mallmann. A unidade prisional acomoda 130 detentos. O esforço físico é transformado em energia por meio de uma polia e de um alternador. A energia é guardada em uma bateria de caminhão.

Os presos pedalam conversando e rindo, como se estivessem numa academia”,
Gilson Silva, diretor-geral do presídio

Dez horas de energia acumulada iluminam dez postes públicos por uma noite. O projeto tem apoio de empresários da cidade – um comerciante doou os tênis que presos usam para pedalar. O colegiado do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos de Minas irá se reunir para avaliar a iniciativa, segundo explicou a conselheira Cirlene Ferreira. O órgão quer avaliar se os detentos estão sendo submetidos a esforço físico extremo.
Mas, pelas informações repassadas pela unidade prisionais, os detentos estão aprovando a iniciativa. “Os presos pedalam conversando e rindo, como se estivessem numa academia”, disse Gilson Silva, diretor-geral do presídio.