Cabo do Exército é morto por traficantes no RJ e família apela para resgatar corpo


Parentes e amigos do cabo do Exército Jorge Fernando Souza, de 24 anos, afirmam que ele foi morto por traficantes do Morro do Chapadão, em Costa Barros, na Zona Norte do Rio, e fazem um apelo para que autoridades os ajudem a resgatar o corpo. Segundo eles, o militar trabalhava como motorista numa cooperativa para complementar a renda e, na madrugada de segunda-feira, foi sequestrado pelos bandidos. As notícias que chegaram aos parentes são de que Jorge foi torturado e morto na localidade conhecida como Final Feliz. Um outro motorista da mesma cooperativa, um agente do Degase, de 40 anos, também foi pego pelos bandidos mas conseguiu escapar.
- O Jorge está morto lá dentro e ninguém faz nada. Procuramos o Exército e nada. A PM e nada. A Polícia Civil e nada. Queremos o corpo para acabar com esse sofrimento - disse um amigo de infância do militar, que preferiu não se identificar por medo de represálias.

O militar trabalhava como motorista para complementar a renda
O militar trabalhava como motorista para complementar a renda Foto: Álbum de família

Segundo ele, parentes do cabo - que servia no 25º Batalhão de Logística - estiveram na 31ª DP (Ricardo de Albuquerque) na tarde desta segunda, pouco depois de terem sido avisados sobre o que acontecera com Jorge.
- Ninguém tem ideia do que possa ter motivado esse sequestro. O Jorge era um sujeito tranquilo. Estava trabalhando como motorista para ganhar um pouco mais e, assim, conseguir quitar logo as parcelas do apartamento que acabou de comprar, na planta - contou o amigo.
Ainda de acordo com esse amigo, os parentes de Jorge forneceram à polícia informações detalhadas de onde o corpo se encontra, mas não houve mobilização para resgatá-lo.
Procurada, a assessoria de imprensa da Polícia Militar informou que "está atuando hoje no Complexo da Pedreira (área vizinha do Chapadão) fazendo ação de vasculhamento para combater o tráfico de drogas e retirar barricadas". Sobre uma busca ao corpo do militar, a corporação alegou que "cabe à Polícia Civil investigar este caso".
Já a Polícia Civil informou que o caso foi registrado na 31ª DP e as investigações foram repassadas à Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA).
Via: Extra